Esta é a opinião de Isabel Amaral, especialista em protocolo, divulgada num artigo publicado recentemente na revista Exame Executiva.
Isabel Amaral foi assessora de Cavaco Silva, então primeiro-ministro e é actualmente coordenadora do curso de pós-graduação em Imagem, Protocolo e Organização de Eventos, no ISLA. É autora dos livros "Imagem e Sucesso" e "Imagem e Internacionalização", das edições Verbo.
Na sua opinião, "no Estado ou nas empresas as regras protocolares destinam-se a afirmar e a encenar o poder constituído."
Por outro lado, "sobre a cortesia prevalece a hierarquia. É o chefe quem mais ordena" e "a etiqueta só vigora se o chefe for uma mulher."
Isabel Amaral refere que em actos oficiais ou eventos empresariais quem ocupa o melhor lugar "é sempre quem tem mais poder, quem é mais importante, independentemente do sexo ou da idade" e quem tem o poder nos cumprimentos é também quem manda. Portanto, "sobre a cortesia, prevalece, sempre, a hierarquia. É o chefe, o patrão, o presidente quem mais ordena."
Por isso, conclui que "a única forma que há para que as normas do protocolo não contrariem as tradicionais regras de cortesia - e que a mulher não perca, nesta matéria, os direitos ou as prerrogativas que tradicionalmente detinha - é conseguir que chefe, patrão, presidente sejam, todos, do sexo feminino."

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