Uma das realidades com que os professores se confrontam com alguma frequência no ensino aprendizagem dos alunos é o facto de os mesmos apresentarem, por vezes, trabalhos elaborados com a transcrição de conteúdos extraídos, na íntegra, da internet. Esta realidade não é nova!Hoje assisti a um Seminário sobre Educação e Cultura que o Dr. Guilherme de Oliveira Martins, Ex-Ministro da Educação, proferiu na Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, no Porto, e da sua exposição queria aqui registar o facto de o Dr. Guilherme de Oliveira Martins ter realçado que " a internet é um instrumento". Nesse sentido, referiu que é necessário controlar o plágio e fomentar a selecção criteriosa de conteúdos, mas que a internet tem enormes potencialidades como instrumento de apoio à educação.
A minha opinião é coincidente com a anterior. Acho que os professores devem combater o plágio, a transcrição literal de conteúdos, sem dúvida, mas obviamente não descurando as potencialidades da rede mundial de computadores. Por um lado, isto também implica ter a responsabilidade de instruir os alunos acerca da forma correcta de efectuar pesquisas online por forma a que os alunos melhor distingam o essencial do acessório. Por outro lado, na minha opinião é necessário fomentar a correcta referência à webgrafia nos trabalhos, ou seja, não permitir que alunos façam referência apenas a endereços web, como por exemplo, www.sapo.pt, mas que sigam a metodologia correcta neste domínio (ver exemplo seguinte):
Grã-Bretanha, PERRONE, JANE (2004). What is a Weblog?. Acesso em 2006-05-22. Disponível: http://www.guardian.co.uk/weblogarticle/0,6799,394059,00.html
Penso que este é um tema excelente para debate!

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